O blog tem por objetivo dar uma noção geral acerca do Mercosul, bloco econômico que engloba países da América do Sul, mostrando seu surgimento, normas, protocolos e a situação atual. Ademais, há uma breve exposição sobre outros blocos econômicos mundiais, a exemplo da União Europeia.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Evolução história do Mercosul


Atualmente a economia se destaca como principal responsável pelo desenvolvimento de um país, sendo necessária uma boa economia (desenvolvida) para que problemas sociais e estruturais nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento sejam resolvidos. Através desse pensamento muitos teóricos e economistas inseridos no mundo globalizado acreditam que a melhor maneira de se atingir essa economia adequada seria através de um esforço conjunto entre países vizinhos (de preferencia).

Inicialmente esse projeto de integração econômica foi fruto da segunda guerra mundial que deixou toda a Europa em uma situação econômica muito ruim. Na tentativa de se proteger contra a dominação tanto americana quanto soviética os países europeus resolveram criar um bloco econômico com a finalidade de ajudar na reconstrução europeia. A união europeia é fruto desse acordo histórico que tinha principalmente fins econômicos mas que se desenvolveu até se tornar uma comunidade comum com fins culturais e sociais.
Não diferente da Europa os países sul americanos também demonstraram interesse em criar um bloco econômico, visto que os E.U.A. já lançavam propostas de integração continental a ALCA, proposta lançada por George H. Bush. Muitos países, no entanto, não gostaram desse bloco pois acreditavam que os benefícios que teriam não compensariam os males. Por exemplo, com um mercado econômico as tarifas de importação e de exportação seriam reduzidas o que promoveria um ambiente mais democrático de comercio, isso contudo, facilitaria a entrada dos produtos norte americanos em países latino americanos e os industriais e empresários locais não teriam como competir com tais produtos. Logo haveria uma série de falências e aumentaria-se o desemprego nesses países.

Historicamente os países sul americanos tiveram uma colonização marcada por fatores diversos: o Brasil foi colonizado por Portugal e teve uma independência de certo modo pacífica, enquanto que as colônias espanholas tiveram uma independência marcada pelas lutas e movimentos separatistas. Além disso, conflitos históricos sempre separaram muitos países como a Guerra do Paraguai, a Revolução Farroupilha, a independência do Uruguai entre outros momentos que mostraram as diferenças existentes entre esse conjunto de países.

A primeira vez que houve uma ação conjunta entre Brassil e Argentina foi no periodo de 1941 que no entanto não deu certo devido as diferenças diplomáticas que ambos os paises tinham com as políticas do eixo. Com o fim da guerra a necessidade de se criar um bloco econômico regional torno-se indiscutível. Logo após o termino do periodo ditatorial tanto no Brasil quanto na Argentina os respectivos presidentes (Sarney e Raul Afonsin) assinaram a Declaração de Iguaçu, que foi a base para a integração econômica do chamado Cone sul.

Assim em uma tentativa de integrar mais os países sul americanos o Brasil e a Argentina assinaram um acordo, o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento em 1988 em que se fixou como meta o estabelecimento de um mercado comum, no qual outros paises latino-americanos poderiam se unir. Com a adesão do Paraguai e do Uruguai, os quatro países se tornaram signatários do Tratado de Assunção (1991), que estabelecia o Mercado Comum do Sul, uma aliança comercial visando dinamizar a economia regional, movimentando entre si mercadorias, pessoas, força de trabalho e capitais. Por fim a Venezuela aderiu ao bloco em 2007.

O Mercosul possui como países integrantes: a Argentina (1991), Brasil (1991), Paraguai (1991), Uruguai (1991) e Venezuela (2006). Além dos países integrantes já mencionados, o Mercosul tem como Estados Associados Bolívia (1996), Chile (1996), Peru (2003), Colômbia (2004) e Equador (2004), que integram a Comunidade Andina (CAN), bloco com que o Mercosul também, no futuro próximo, firmará um acordo comercial.



O futuro do Mercosul

O MERCOSUL poderá avançar para o estabelecimento de uma cooperação e coordenação política verdadeiramente institucionalizada, terminando num processo como o da Europa-92, formando uma união econômica ampliada (moeda e banco central), segurança comum e ampliação dos direitos individuais e coletivos. Quanto ao relacionamento externo do bloco, haverá um aprofundamento das relações com outros blocos de integração, começando pela União Europeia. Este é, possivelmente, o bloco menos aberto de todos, porém também é aquele que apresenta a maior abertura externa e de participação no comércio internacional, e é o principal parceiro externo do MERCOSUL.

O MERCOSUL deve se relacionar amplamente com os esquemas de integração sub-regionais, mas preservando as conquistas do Cone Sul. Por outras palavras, a associação de parceiros individuais ou de grupos de países obedecerá apenas aos interesses dos próprios do MERCOSUL, para que os benefícios da integração sub-regional não se diluam num movimento que somente desviaria comércio para fora da região.

O reforço ininterrupto das instituições multilaterais de comércio é mais importante do que qualquer esquema de privilégio no âmbito regional. Essa é a condição essencial para que o MERCOSUL não seja indevidamente discriminado em qualquer que seja a área de seu interesse. Por esse motivo, a OMC representa uma organização essencial nas negociações econômicas, sendo o meio de entendimento entre os diversos esquemas de integração. Contudo, é válido lembrar que ela não preserva os países-membros dos desafios da globalização que já está em curso; cada vez mais, tende a ser a própria base da globalização, ao lado do FMI e do Banco Mundial, por exemplo. Os países-membros do MERCOSUL intentam aumentar seu poder de permuta e exercer um talento de negociação para prepará-los para a fase da “pós-globalização” que já está se anunciando.

Em suma, o MERCOSUL parece estar “sentenciado” a se afirmar cada vez mais nos planos regional e internacional. Assim, deixa de ser tão somente um processo de integração econômica para se apresentar como uma das etapas do paradigma itinerário das nações platinas e sul-americanas, como uma das opções primordiais que dessas nações em sua inserção econômica internacional e de sua afirmação política mundial em tempos de globalização. O MERCOSUL é um trabalho em progresso.

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